Querid@s,
Lembranças da Juliana Silveira
20 Wednesday Jul 2016
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20 Wednesday Jul 2016
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Querid@s,
04 Wednesday May 2016
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03 Tuesday May 2016
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Venho aqui deixar minhas palavras sobre Silvia para Iana e Larissa:
Conheci seus pais na Escola Parque, em pouco tempo percebemos coisas em comum: morávamos no mesmo bairro, éramos casais que fugiam dos padrões, tínhamos escolhida a mesma Escola para nossas filhas e eu também tinha uma Larissa em casa. Alexandre, muito inteligente, levantava questões mobilizadoras nas reuniões e Silvia trazia sempre uma serenidade com o sorriso nos lábios. Certa vez encontrei Silvia na praia brincando com a Larissa dela e eu com a minha, foram horas de conversa boa sobre as nossas princesas. A cumplicidade e a confiança sempre existiram e de forma recíproca. Iana amiga de todas as horas e ‘minha’ Larissa ganhava duas irmãs. Sinto muito tudo o que aconteceu, quero dizer às duas que terão sempre meu colo quando precisar.
Com muito afeto,
Isabel.
02 Monday May 2016
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Gostaríamos de agradecer a todas as mensagens de lembranças e carinhos que chegaram nas últimas semanas. Tem sido um período muito intenso e cada mensagem nos dá força.
Agradeço também (novamente) a Sarah, por toda a força e atenção em ajudar com o blog, e pelas mensagens.
Quem ainda quiser enviar mensagem, sinta-se livre.
Novamente, obrigada.
Iana e Larissa
26 Tuesday Apr 2016
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Amada Silvia,
Ainda estou tentando entender que você partiu… é tão complicado…
Não quero falar de Deus porque se Ele existe, quem sou eu para dizer o quê Ele estava pensando? E quem sou eu para tentar assegurar aos seus que tudo faz sentido?
O quê posso dizer é que você já faz muita falta e fará mais falta ainda. O quê posso te dizer é que sua vida, como a de todos, é um exemplo de vida… com coisas maravilhosas que fez e com alguns erros também. Porque todos erramos e ainda bem que não somos perfeitos (que vida sem graça seria se tudo fosse sempre perfeito). Mas o bonito dos seus erros é que você os olhava de frente e os admitia e tentava fazer melhor depois. Nem todo mundo faz isto. Verdade que nem sempre percebemos rápido que erramos. Mas mesmo anos depois, quando eventualmente percebemos, quantas pessoas vão ver as outras e dizem: Eu percebi que há X anos atrás eu errei e te peço desculpas. Quantas fazem isto? Eu conheço centenas de pessoas e conto nos dedos das mãos quem faz isto: e você fazia.
E quantas coisas maravilhosas fez… seus colegas de trabalho já tem falado aqui, então ao vou adicionar… Mas quero falar de outra coisa: como amava os seus. Suas meninas… elas foram a luz de sua existência… você as banhava em amor sempre. Muita gente é assim com recém nascidos, criancinhas, mas à medida que crescem, a demonstração de amor (pública) muda. Você não… Tem quem diria que você não as deixava crescer com tanta atenção e carinho, mas não era isso. Era preciso ter uma visão muito rasa para não entender: você sedimentou um amor profundo e estável na vida delas, um sentimento de pertencimento, um saber que o universo inteiro pode mudar, mas seu amor estaria sempre lá. Tantas crianças crescem sem ter certeza do amor dos pais e isto sendo um sofrimento…. Não as conheci, mas imagino que deste sofrimento (já que infelizmente não podemos poupar nossos filhos de tantos outros), elas não devem ter tido.
Quando penso no Alexandre, homem maravilhoso com quem compartilhou tantos anos e com quem teve suas meninas, penso na mesma coisa. Quanto amor você teve por ele, como foi bonito e importante, quanto apoio deu a ele no caminho todo. Mesmo quando o amor transmutou, vocês seguiram juntos ainda alguns anos. Mesmo quando a separação veio, você continuou a o amar. Mesmo quando ele não quis mais contato, você continuou a o amar. A maioria dos divórcios que nossa geração viu, foi cheia de destruição pública uns dos outros. Você não fez isto. Quem vê de longe, acha que é porque você foi viver com outrem e estava “errada”. Mas quem conhecia vocês dois, sabe que a história era mais complicada, que em toda relação que se desfaz, que em todo amor que se transmuta, os dois são responsáveis. Quando você foi publicamente atacada e criticada, que fácil teria sido dizer suas razões mais profundas, comentar aonde você sofreu sorrindo (para proteger a família), mostrar que não havia vilã/vilão ou vítima. Mas você se calou, aceitou graciosamente muita gente julgando errado, julgando de modo raso, te atacando, aceitou o título de vilã, não por o ser, mas porque aceitar isto, evitava causar mais dor para todos os envolvidos. Você poderia depois de algum tempo mandar todo mundo ao espaço, seria legítimo. Mas não o fez. Você aceitou toda a responsabilidade, pelos seus erros e até os dos outros.
Quando começou a viver com o Silvio, foi a mesma coisa. Como foi criticada, como foi mal compreendida. E você aceitou o mesmo rojão, a mesma crítica pública, do mesmo modo. Nos dois casos, você não pensou em si, mas nos outros. A ironia é que foi ao mesmo tempo em que era acusada de ser egoísta…
E você o amou profundamente. Você esteve com ele num dos piores momentos da vida dele (quando perdeu sua primeira esposa) e o acompanhou em transições dificílimas (com a família) e o amou do mesmo modo profundo, estável, determinado com o qual amou a todos os seus. Muito foi dito sobre o luto dele e da família. Imagino que isto tudo não tenha sido sem dor. Mas o quê fez foi o amar, amar os dele. Novamente é complicado de ver de fora, mas são coisas distintas: o luto por um ente amado e o amor de outra pessoa que traz vida e doçura. Quem o conhece, sabe quanta felicidade trouxe neste período tão árido e como a vida dele foi mais bonita nos últimos anos por que você estava nela. Você também o banhou em amor. Você também banhou os dele neste amor.
Amada Silvia, não estou aqui dizendo que tudo que fez foi bom e correto e justo. Mas eu também não sei o quê teria sido, cada um tem sua opinião e respeitar o tempo de cada um (já que os processos são tão distintos) seria virtualmente impossível. Estou apenas dizendo que você amou como ninguém. E este legado que deixa é o quê é o mais difícil para os seus. Este vazio da sua presença amorosa constante. Possam todos os seus serem banhados de amor alheio para compensar um milímetro do amor que os dava. Possamos todos aprender a levar a culpa toda, se isto significa não machucar mais os que amamos. Você é um modelo inusitado às vezes, porque teve seus erros sim, mas tinha uma intenção boa e precisamos olhar mais profundamente para entender que o fio condutor foi o amor. Possamos aprender com seus erros e acertos e sermos todos melhores.
Alice
24 Sunday Apr 2016
23 Saturday Apr 2016
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23 Saturday Apr 2016
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Dia desses lembrei que eu e Sílvia temos o mesmo tipo físico (altura mediana, brancas e galegas de cabelo liso) e que muita gente nos confundia.
Uma situação que achei muito engraçada foi quando pouco antes de Iana nascer, fiz pela ASPAN junto com Alexandre, à época marido de Sílvia, uma visita ao zoológico do Recife. Durante a visita o diretor do Zoo olhava para mim, olhava para Alexandre, olhava para mim, olhava para Alexandre, até que no final ele perguntou: ela já deu a luz? Sílvia ria muito dessa história e de outras confusões que ocorriam no dia a dia com as três-mulheres-de-Alexandre: eu, a própria Sílvia e Adélia, outra galega só que com olhos azuis.
Não, não é fácil escrever qualquer coisa neste momento, mas está sendo um belo exercício de desapego. Pois é, meninas, o riso fácil é mais uma característica de Sílvia, somando a tudo o que eu já li sobre ela até agora sem dúvida forma a expressão de quem ela foi.
Um beijo de quem amou muito a sua mãe e seu pai!
Catarina Cabral
22 Friday Apr 2016
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Paz!
Expresso aqui meus sentimentos pelo falecimento da Sílvia.
Eu a conheci aqui no mosteiro, quando fui honrado com a presença da Sílvia e do Sílvio por ocasião de meus votos solenes, em agosto de 2009. Já se passaram quase sete anos desde aquele encontro, mas me lembro da Sílvia como se tivesse me encontrado com ela ontem mesmo. Me lembro dela com muito carinho.
O mais importante nesse momento é a certeza de que agora ela está em ótimas mãos; mas a saudade de quem fica sempre fala alto nesse momento. E é bonito que seja assim! A vida tem sua beleza, e a passagem dessa vida para a outra também tem. Tudo tem o seu tempo, e Deus é o Senhor da vida e da morte. E Ele sabe o que faz; essa é a nossa certeza e o nosso consolo.
Estaremos unidos em oração, de modo especial durante a missa de sétimo, esta noite.
Um grande abraço a todos,
Irmão Guilherme (Mosteiro Trapista)
22 Friday Apr 2016
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Para Sílvia, prima querida, com amor e carinho – um versinho do Mário Quintana que parece escrito para você:
” Mais perto estás de Deus, como um anjo querido.
E ao relembrar-te a gente diz, então: parece um sonho que ela tenha vivido! ”
Saudades e gratidão.
Amalia.